Dedicado a: A. S. P. + hacia Todo lo Justo, lo Bueno y lo Bello +

A Vocação Nossa de Cada Dia


ara chegar ao êxito, além da necessidade de adotar certos hábitos, a capacidade de tomar decisões é um dos fatores decisivos. Decidir é escolher; e escolher é crítico porque implica risco. Por outro lado, tomar decisões nos confronta com a solidão, o medo e o preconceito da culpa, pois cremos que seremos considerados culpados se tudo der errado.

Nas sociedades incultas, o erro é punido até com condenação à morte ou prisão, não havendo uma distinção entre erro e culpa. Culpa é dolo, errar é humano.Na sociedade moderna, geralmente “os justos pagam pelos pecadores”, principalmente porque se pensa que ninguém sabe ou saberá quando uma pessoa age conscientemente de forma injusta.

Para além de qualquer juízo de valor, tudo isso sepulta a tomada de decisões, e elas são adiadas porque em muitos casos podem comprometer. A questão é que decisão e escolha estão além das circunstâncias, sejam quais forem, porque ambas possuem relação direta com a evolução.

A capacidade de tomar decisões se aperfeiçoa quando há experiência e os trabalhos realizados têm a ver com a vocação. Mas, mesmo assim, o processo da tomada de decisões continua sendo complexo, já que nos confronta com a solidão. E, ainda que possamos estar rodeados de gente por todos os lados, no momento de fazer escolhas perdemos algo, embora possamos também ganhar alguma coisa.

Esse instante se caracteriza porque a partir dele algo está sendo criado. E aqui a vocação tem um papel fundamental, pois desenvolve a imaginação como poder criativo, que permite canalizar a vontade de decidir, em função da necessidade de dar continuidade à nossa obra ou plano de trabalho.

O que mais facilita a tomada de decisões, embora isso não seja fácil, é o fato de que quando as ações são realizadas por vocação ela está embutida num processo de criação das condições para conquistar o êxito, o que, em definitivo, permite achar o canal das decisões num movimento sinérgico. E então não nos sentimos tão sozinhos e encontramos forças para viver e assumir nossos riscos. Afinal, como diz o ditado popular, “quem não arrisca não petisca”.


Petrarca_Vajarayana_Blog

  percepção está para a ação inteligente assim como a sensação está para a reação, o que significa que a primeira corresponde a uma esfera de intuição e a segunda a uma esfera instintiva.

A percepção precisa de um tempo de elaboração, onde não só intervém a consciência, mas também a imaginação. Esse processo pode ser estimulado na educação, através do desenvolvimento das faculdades conscientes, tais como: atenção, discernimento, memória e imaginação.

Para isso, é importante definir e destacar o conjunto das potencialidades do ser humano através da construção de um círculo de potencialidades, que inclua todos os aspectos da personalidade: físicos, biológicos, emocionais e mentais. Isso não pode ser desenvolvido com treinamentos reflexológicos ou com programação neurológica. A forma de “educcire” tal círculo de potencialidades não pode ser o resultado do treinamento convencional, mas de um método formativo, no qual a compreensão vem antes de qualquer forma de comportamento.

Leonardo da Vinci dizia que a percepção deve ser educada no bom gosto, na curiosidade, na demonstração dos postulados, em aprender a aceitar a ambiguidade da vida e o paradoxo, no cultivo da arte e da ciência, da boa condição física e da conexão com todas as coisas. Nesse método, observamos uma maneira de educar que tem como objetivo criar um equilíbrio, uma sintonia e sincronismo entre as sensações e as percepções.

Platão fundamentava a educação na harmonia entre a música, a ginástica e a ciência, método que não é muito diferente do que da Vinci nos ensina. Assim, podemos relacionar de maneira inteligente os elementos: percepção, sensação, conhecimento e vocação.


ocação significa “convocação” do destino do indivíduo humano para se apresentar na sociedade, oferecendo e aportando aquilo que de melhor pode e sabe fazer. Mas o que é o destino dentro dessa etimologia?

Em poucas palavras, destino, como conceito, corresponde ao futuro de todo ser humano quanto ao desenvolvimento do seu potencial em todos os aspectos. Isto leva a pensar que o futuro guarda uma relação direta com a realização e que, de alguma forma, essa realização se encontra já no individuo como potencial. Aqui surge uma questão interessante em termos educacionais, já que na vocação, o potencial não é uma questão de tempo, mas de método.

Isso significa que através de um método de ensino vocacional o futuro pode se tornar presente. Eis por que na renascença, por exemplo, apareceram tantos gênios juntos: Leonardo, Michelangelo, Boticceli, Ficcino, etc. Uma das causas dos problemas do homem e do mundo atual é a crise educacional, ou seja, uma educação sem cultura e sem vocação. As estatísticas demonstram que apesar do avanço científico e tecnológico, o desenvolvimento do potencial humano é mínimo (na melhor das condições não chega a 3%).

Nenhum dos modelos educacionais, aplicados na atualidade, consegue o objetivo fundamental da educação que é a realização do ser humano. A pergunta que surge ante esse quadro é: quais são as expectativas que se tem em relação à vida e à evolução? Para que tantos esforços pela educação, se ela na atualidade não proporciona o mínimo de desenvolvimento real?

A vocação é canal de desenvolvimento porque fornece os elementos e condições necessárias para trazer o potencial a tona, e quando isso acontece não só o indivíduo se desenvolve, mas também a sociedade como um todo. Porém, essa será a matéria do próximo artigo.



Autor: Michel Echenique Isasa.

Referencia: Revista Esfinge N° 25, Brasil. _Página 22.

Fuente: O.I.N.A. Brasil


Sir Ken Robinson plantea de manera entretenida y conmovedora la necesidad de crear un sistema educativo que nutra (en vez de socavar) la creatividad.




Los comentarios están cerrados.